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Em reunião com o Presidente do COREN-SP, Governo do Estado libera R$ 50 milhões para capacitação de profissionais de Enfermagem e garante aprovação do cargo de Técnico de Enfermagem em Agosto próximo!
O presidente do COREN-SP, Cláudio Alves Porto, em reunião como o Secretário Estadual de Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri, realizada nesta segunda-feira, dia 25 de julho, recebeu a garantia de que o Governador do Estado, Geraldo Alckmin Filho, irá criar o cargo de Técnico de Enfermagem nos quadros do funcionalismo Público Estadual do Estado de São Paulo. O Projeto de Lei (PL) que cria o cargo foi promessa de campanha do governador e está previsto para ser votado no próximo mês de agosto.
Cláudio Porto recebeu também do Secretário de Saúde a garantia de que o programa TECSAÚDE, desenvolvido pela FUNDAP, terá continuidade. O TECSAÚDE oferece aos Auxiliares de Enfermagem do Estado de São Paulo, gratuitamente, o curso de complementação para a formação em Técnico de Enfermagem. O TECSAÚDE também prevê a especialização gratuita em diversas áreas para quem já é Técnico de Enfermagem.
Para o TECSAÚDE, o Governo prevê o investimento de mais de 50 milhões de reais. “A proximidade com as autoridades de saúde do Estado de São Paulo, e o respeito que o COREN-SP conquistou perante os órgãos responsáveis pela saúde da população de São Paulo nos últimos anos, têm sido fundamentais para abrir novos caminhos para a Enfermagem paulista”, comenta Cláudio Porto. “A categoria ainda tem muitas outras necessidades e vamos continuar, como representantes da Enfermagem, lutando por elas”.
Outra notícia recebida pelo presidente do COREN-SP, durante a reunião com o Secretário Estadual de Saúde, tratou do esforço do Estado para criar o pólo de capacitação para profissionais de saúde, no Hospital Auxiliar do Cotoxó, garantido à participação de Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos de Enfermagem. Como suporte a esta capacitação, o COREN-SP já colocou à disposição da Secretaria os laboratórios de simulação realística do CAPE – Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem
ABRATE luta para que Projeto 30 Horas seja aprovado este ano
Os profissionais de enfermagem precisam se unir mais fortemente para que este ano, finalmente, o Projeto de Lei 2295/00 saia do papel. Proposto pela primeira vez em 2000 pelo então senador Lúcio Alcântara, o projeto tramita na Câmara há mais de dez anos e já se constituiu na mais antiga luta da categoria. Ele tem por objetivo reduzir a carga horária de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem de 36 para 30 horas semanais, o que pode garantir maior qualidade de vida aos profissionais e, em consequência, melhor assistência à saúde da população brasileira.
Fundamental no processo da prática médica, o profissional de enfermagem vive uma realidade que reflete o precário sistema de saúde do País. Além da má remuneração, as condições de trabalho, geralmente, não são adequadas e a jornada é extenuante. A atual carga horária deixa pouco espaço para que enfermeiros, técnicos e auxiliares possam estudar e se qualificar cada vez mais para o exercício profissional. Também mal sobra tempo para colocar ordem na vida pessoal, diz Tânia Ortega, presidente da ABRATE – Associação de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Brasil, entidade que está na frente da luta para a implementação do Projeto 30 Horas e tem buscado apoio nos diversos setores da sociedade para que ele seja aprovado ainda este ano.
“É inconcebível que alguém que trabalhe com saúde não consiga estudar e se atualizar tendo em vista as inúmeras modificações e os avanços tecnológicos que ocorrem na área a todo o momento”, explica Tânia. No dia último mês de maio, foi realizado o Seminário Nacional sobre Condições de Trabalho da Saúde, onde representantes dos trabalhadores de enfermagem se encontraram com o presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia (PT-SP), para discutir o andamento do Projeto. O deputado reconheceu que existe um lobby exercendo grande pressão contra a aprovação, e ficaram acordadas reuniões entre representantes da categoria e das corporações, públicas e privadas, para se chegar a um consenso.
Mas, além de toda a enfermagem, o Projeto tem muito apoio parlamentar e até a própria presidenta Dilma Rousseff, cabe ressaltar, é favorável à sua implantação, como ela mesma declarou durante a campanha para a Presidência da República. “Entendo que a enfermagem é uma profissão essencial para a construção e consolidação do SUS (Sistema Único de Saúde). Por isso, apoio a luta da categoria por visibilidade e valorização profissional. A redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais é uma reivindicação justa e necessária, porque contribui para a melhoria da qualidade do serviço à população”, afirmou a presidenta, em outubro do ano passado.
Projeto que define piso salarial está parado na Câmara
O projeto de lei 4924/09, que define um piso salarial para os profissionais de enfermagem, está em tramitação na Câmara dos Deputados. A ABRATE – Associação de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Brasil – tem investido muitos esforços nesta causa e em parceria com as entidades de classe busca constantemente aliados parlamentares para que a luta por uma remuneração justa continue viva e este projeto seja aprovado e não arquivado, destino de tantos outros importantes para a saúde brasileira.
“Hoje não existe piso para os profissionais de enfermagem e a remuneração é feita a partir de acordos coletivos entre sindicatos. Como os salários são muito baixos, quase sempre o profissional tem que ter dois ou até mesmo três empregos para se sustentar e não sobra tempo para que ele possa, por exemplo, aperfeiçoar sua carreira, se atualizar e ter qualidade de vida”, diz Tânia Ortega, presidente da ABRATE. Tânia faz um retrato da dura realidade de quem dedica a vida à enfermagem e promoção da saúde no País.
Apresentado pelo deputado Mauro Nazif (PSB-RO), em 25 de março de 2009, o projeto previa o estabelecimento do piso salarial para enfermeiros em R$ 4.650,00 e, após ser avaliado por diversas comissões permanentes do Congresso Nacional, foi estabelecido o piso para técnicos de enfermagem em 70% deste valor (R$ 3.255,00) e para auxiliares em 50% (R$ 2.325,00).
Cuide-se bem
Dicas para ter mãos sempre saudáveis e bonitas
Muito pode ser dito sobre uma pessoa ao se observar suas mãos e unhas: grossas e calejadas podem indicar que a pessoa tem uma atividade pesada, mas sujas e maltratadas são sinal de desleixo e falta de hábitos saudáveis em qualquer profissão. O problema é mais grave para o profissional que lida com a saúde. Unhas limpas em conjunto com uma pele bem cuidada mostram que a pessoa se preocupa com o próprio corpo e também com o paciente, no caso de médicos e profissionais de enfermagem.
Lavar bem as mãos antes e depois de cada procedimento na área da saúde, todos sabem, é uma ação sanitária eficaz. Quem segue a risca esse procedimento, no entanto, pode ter mãos ressecadas e unhas quebradiças. Mas, para resolver esses problemas e deixá-las, além de limpas, sempre bonitas, bastam alguns cuidados simples, afirmam os dermatologistas. Use, e abuse, de hidratantes e cremes à base de silicone e óleos (macadâmia, uva e rosa mosqueta), que criam uma película sobre as mãos que evita a desidratação.
Para tratar das unhas, algumas dicas simples previnem dermatites e o ressecamento: jamais remova a cutícula por completo, pois ela é uma defesa natural e evita a entrada de microorganismos que podem causar infecção; evite o uso prolongado de unhas postiças; e passe pelo menos uma noite na semana sem esmalte.
Hábito importante para o profissional da saúde, cuidar da higiene das mãos nem sempre é fácil dentro do ambiente de trabalho. Em alguns hospitais, clínicas e postos de saúde não existem locais adequados para a higienização. Faltam pias e torneiras apropriadas e disponíveis nos ambientes, além de papel toalha. A ABRATE – Associação de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Brasil – conhece o problema e tem lutado, juntamente com os profissionais, para mudar esse cenário.





